Single-Use Flexible Bronchoscopy: The Ultimate Solution for Infection Control or a Compromise Under Cost and Environmental Pressure?

Broncoscopia Flexível de Uso Único: A Solução Definitiva para o Controle de Infecções ou um Comprometimento Sob Pressão de Custo e Meio Ambiente?

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No Departamento de Medicina Respiratória e Cuidados Críticos, o broncoscópio flexível serve como um espelho que penetra profundamente nas vias aéreas de um paciente para diagnosticar e tratar doenças pulmonares, mas também tem o potencial de se tornar um vetor de transmissão de infecções. Com os avanços tecnológicos, um broncoscópio flexível de uso único (SUFB) está passando da unidade de terapia intensiva (UTI) para as salas de broncoscopia de rotina, desafiando o domínio de longa data dos broncoscópios flexíveis reutilizáveis convencionais (RFBs). É a "solução definitiva" para os riscos de infecção, ou meramente uma "medida paliativa" sob pressões de custo e ambientais?

Este artigo fornece uma análise detalhada com base na mais recente revisão acadêmica, Single-Use Flexible Bronchoscopy: Advances in Technology and Applications.

01 . Broncoscópios Convencionais Apresentam Riscos de Infecção Difíceis de Erradicar

Os broncoscópios reutilizáveis convencionais são classificados como dispositivos médicos "semicríticos", pois entram em contato com as membranas mucosas e devem ser submetidos a desinfecção de alto nível após cada uso. No entanto, a esterilização completa (por exemplo, com autoclave) danificaria o equipamento, tornando-a inviável.

Mesmo assim, os broncoscópios reutilizáveis têm sido associados a mais surtos de infecção do que qualquer outro dispositivo médico. Isso é amplamente atribuído a erros humanos e subnotificação durante o complexo fluxo de trabalho de reprocessamento (pré-limpeza, teste de vazamento, limpeza manual, desinfecção de alto nível, enxágue, secagem e armazenamento).

A literatura cita um estudo impressionante:
Uma inspeção de 24 broncoscópios em uso clínico em três hospitais descobriu que cada um tinha contaminantes residuais após a limpeza manual. Mesmo após o procedimento completo de reprocessamento, 58% dos escópios ainda apresentavam culturas positivas para patógenos, incluindo mofo, E. coli/Shigella e Stenotrophomonas maltophilia. Inspeções visuais revelaram arranhões, componentes danificados, fluido residual, resíduos oleosos/escuros e detritos filamentosos dentro dos lúmens.

Esses danos estruturais e fluidos residuais criam um terreno fértil para a formação de biofilme, que prontamente abriga "superbactérias" multirresistentes. Isso revela uma dura realidade: sob os padrões de reprocessamento atuais, os RFBs carregam um risco inerente e inevitável de infecção cruzada.


02. Broncoscópios de Uso Único Oferecem Valor Exclusivo em Múltiplos Cenários Clínicos

Um broncoscópio de uso único é um dispositivo estéril, pronto para uso, projetado para um único paciente e descartado após o uso. Ele normalmente consiste em um tubo de inserção descartável e uma unidade de processador/display limpa reutilizável, oferecendo vantagens como portabilidade, sem necessidade de limpeza complexa e disponibilidade imediata.

Inicialmente, os SUFBs eram usados principalmente na UTI para intubação e traqueostomia percutânea. No entanto, suas aplicações se expandiram significativamente desde então. De acordo com a literatura, os SUFBs demonstraram vantagens em vários cenários:

➤ Mobilidade e Conveniência:
Procedimentos à beira do leito em departamentos de emergência/enfermarias, UTIs e atendimento de emergência fora do hospital.

➤ Cenários Específicos de Controle de Infecção:
Pacientes imunocomprometidos, pacientes com suspeita de doença priônica.

➤ Praticidade e Outras Aplicações:
Broncoscopia após o horário de expediente, eliminando a necessidade de agendar equipe de limpeza, como ferramenta de treinamento em broncoscopia e em pesquisa veterinária/com grandes animais.


03. Estudos de Bancada e Clínicos Confirmam Desempenho Comparável aos Escópios Convencionais

Esta é a preocupação mais premente para os clínicos. Os primeiros escópios de uso único ficavam atrás dos reutilizáveis em ergonomia e desempenho, mas a tecnologia avançou rapidamente nos últimos anos.

Os resultados dos testes de bancada mostram que o desempenho varia de acordo com o modelo
(Testes de bancada referem-se a medições e comparações objetivas dos indicadores de desempenho de dispositivos médicos sob condições laboratoriais padronizadas. Não envolvem pacientes, mas sim simulam operações clínicas para quantificar capacidades técnicas, fornecendo dados objetivos e comparáveis para a seleção clínica.)

Um estudo de 2021–2022 comparou cinco modelos líderes de SUFB (canais de trabalho de 2,8–3,0 mm) no mercado na época. As descobertas:

➤ Desempenho de sucção:
O Boston Scientific EXALT Modelo B demonstrou capacidade de sucção "substancialmente superior" a todos os outros escópios de uso único e até superou um escópio reutilizável com um canal de 3,2 mm, tornando-o a escolha preferida para o manejo de hemoptise, secreções espessas, corpos estranhos e ablação de tumores.

➤ Manuseio e ergonomia:
Diferentes marcas se destacaram no design do cabo, ângulos de flexão/extensão da ponta e estabilidade durante a passagem do instrumento. Por exemplo, o escópio Vathin ofereceu a maior amplitude de movimento da ponta. O sexo do operador e o tamanho da mão também influenciaram as preferências.

➤ Outros recursos:
Alguns modelos, como o Ambu aScope 5, apresentam rotação esquerda/direita do tubo de inserção e receberam aprovação para uso eletrocirúrgico.

Dados clínicos existentes apoiam a eficácia e segurança

Até o momento, seis estudos clínicos (envolvendo 670 pacientes) avaliaram o desempenho do SUFB em salas de broncoscopia. Esses estudos cobriram cinco modelos diferentes de SUFB e produziram resultados encorajadores:

➤ Âmbito dos procedimentos: 22% (149/670) dos casos envolveram procedimentos diagnósticos ou terapêuticos além da lavagem broncoalveolar (LBA), incluindo biópsia, escovação, aspiração transbrônquica por agulha, criobiópsia, ablação e colocação de stent.
➤ Taxa de conversão: Apenas 3% (21/670) dos casos exigiram conversão para um broncoscópio reutilizável convencional por razões técnicas.
➤ Limitações técnicas: 9% dos casos relataram limitações técnicas (por exemplo, qualidade da imagem, sucção, angulação e acessibilidade), embora os autores tenham observado que muitos desses problemas também podem ocorrer com RFBs.
➤ Satisfação do operador: Em estudos de braço único, 80–88% dos operadores deram a classificação de satisfação mais alta (por exemplo, 5 de 5); em estudos controlados, os SUFBs foram considerados comparáveis em desempenho aos RFBs.


04. Análise Abrangente de Custos Revela Benefícios de Longo Prazo dos Broncoscópios de Uso Único

O custo é um fator central para as instituições de saúde que consideram uma mudança, mas requer uma contabilidade completa.

As análises de custo-eficácia resumidas na literatura mostram:

Centros de endoscopia de alto volume (>1200–1500 procedimentos/ano):
O custo por procedimento de broncoscópios reutilizáveis convencionais (aprox. €78–150) é frequentemente menor do que o dos escópios de uso único (aprox. €220–232), porque os altos custos de aquisição, limpeza, manutenção e mão de obra são diluídos em um grande número de casos.

Centros de endoscopia de baixo volume (<300–350 procedimentos/ano):
Os broncoscópios de uso único geralmente atingem o ponto de equilíbrio ou se tornam mais econômicos, pois os custos fixos dos escópios reutilizáveis não podem ser distribuídos por um número suficiente de casos.

No entanto, os cálculos acima não levam em conta os custos relacionados à infecção.

Uma revisão sistemática observou que o risco médio ponderado de infecção ou contaminação cruzada associado aos broncoscópios reutilizáveis é de aproximadamente 2,8%, em comparação com 0% para os escópios de uso único. Quando os custos de diagnóstico e tratamento de infecções são incluídos, o custo real dos escópios reutilizáveis aumenta significativamente. Por exemplo, uma análise do Reino Unido descobriu que, após considerar um risco de infecção de 2,8%, o custo por procedimento de escópios reutilizáveis saltou de ~£249 para £511, enquanto o custo de escópios de uso único permaneceu estável em £220.

Além disso, os escópios de uso único economizam em custos com pessoal de limpeza, despesas de reparo, monitoramento microbiológico e manutenção de áreas de limpeza certificadas, ao mesmo tempo em que reduzem o tempo de resposta do caso, o risco de exposição ocupacional para profissionais de saúde e o contato com desinfetantes químicos.


05. O Impacto Ambiental é um Desafio Central para a Sustentabilidade

Os sistemas de saúde contribuem com aproximadamente 4–5% das emissões globais de gases de efeito estufa, sendo que os dispositivos médicos respondem por 21%. A carga ambiental dos dispositivos médicos de uso único não pode ser ignorada.

As evidências atuais são conflitantes:
Uma avaliação do ciclo de vida concluiu que a pegada ambiental dos SUFBs é influenciada pelos materiais de fabricação, enquanto a dos RFBs é afetada pelos consumíveis de limpeza (detergentes, desinfetantes, água, equipamento de proteção individual). Como as práticas de limpeza variam amplamente entre as instituições, é impossível afirmar definitivamente qual sistema é, em geral, mais ecologicamente correto. Uma auditoria de resíduos de 278 procedimentos endoscópicos estimou que uma mudança completa para broncoscópios de uso único aumentaria o lixo clínico total em até 40%. Uma revisão sistemática de 2024 concluiu que, de uma perspectiva puramente ambiental, um sistema reutilizável bem gerenciado e de alto volume tende a ter uma pegada de carbono menor e gerar menos resíduos.

Assim, não há consenso quanto ao impacto ambiental. A literatura exige o desenvolvimento de métodos recicláveis para componentes SUFB e avaliações multi-stakeholder envolvendo instalações de saúde, especialistas ambientais e órgãos de tecnologia da saúde para fazer escolhas mais sustentáveis.


06. Conclusão e Perspectivas Futuras

A pandemia de COVID-19 e a crescente conscientização sobre as infecções relacionadas à endoscopia impulsionaram conjuntamente o desenvolvimento da tecnologia de broncoscopia de uso único. As evidências atuais indicam que os SUFBs não são inferiores aos broncoscópios reutilizáveis convencionais em procedimentos de broncoscopia de rotina (por exemplo, lavagem, biópsia, escovação) em termos de eficácia e segurança, ao mesmo tempo em que oferecem vantagens exclusivas na prevenção de infecções, portabilidade, disponibilidade imediata e treinamento.

A relação custo-benefício depende do volume anual de procedimentos de uma instalação, mas os custos ocultos de infecção de escópios reutilizáveis devem ser considerados nos cálculos. O impacto ambiental continua sendo o maior ponto de debate e desafio, exigindo avanços na reciclabilidade de materiais da indústria.

Embora a adoção clínica continue a crescer, além de um consenso de especialistas emitido pela Sociedade Torácica Chinesa, a maioria das sociedades respiratórias internacionais ainda não emitiu diretrizes formais sobre o uso de SUFBs. No futuro, orientações mais autoritárias, designs de produtos mais ecologicamente corretos e dados clínicos de longo prazo ajudarão as instituições de saúde em todo o mundo a tomar decisões mais informadas nesta transformação "de uso único versus reutilizável".

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